Uma festa tão significativa para os cristãos é importante planejar com carinho, principalmente para as crianças. No entanto, faz-se necessário refletir sobre o verdadeiro significado da Páscoa! Jesus Cristo é o Cordeiro Imolado!
terça-feira, 3 de março de 2015
domingo, 1 de março de 2015
Boas ideias
Fazendo artes...e cestinhas de crochê! Um mimo!
...Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores
Entre pedras que me esmagavam
levantei a pedra rude
dos meus versos.
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores
Entre pedras que me esmagavam
levantei a pedra rude
dos meus versos.
Cora Coralina, em Meu livro de cordel
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Amo muito tudo isto!
...sério, quieto, feito ele mesmo, só igual a ele
mesmo nesta vida. Tinha notado minha ideia de fugir, tinha me rastreado, me
encontrado. Não sorriu, não falou nada. Eu também não falei. O calor do dia
abandava. Naqueles olhos e tanto de Diadorim, o verde mudava sempre, como a
água de todos os rios em seus lugares ensombrados.
Aquele verde arenoso, mas tão moço, tinha muita velhice, muita velhice,
querendo me contar coisas que a ideia da gente não dá para entender – e acho
que é por isso que a gente morre. De Diadorim ter vindo, e ficar esbarrado ali,
esperando meu acordar e me vendo meu dormir, era engraçado, era para se dar
feliz risada. Não dei. Nem pude nem quis. Apanhei foi o silêncio dum sentimento
feito um decreto: - Que você em sua vida toda por diante, tem de ficar para
mim, Riobaldo, pegado em mim, sempre!... – que era como se Diadorim estivesse
me dizendo.
João Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Amo muito tudo isso!
Meu quintal é achadouro de poesia...
Lá todo poeta faz a festa...
Tem casinhas de formigas arquitetas...
Margaridas dançando ciranda, caramanchão onde bougainville fez platibanda...
Tem cravo apaixonada pela rosa toda prosa e florzinha de laranjeira esperando sabiá...
Meu quintal é criadouro de sonhos...
Tem besouros vestidos de fraques reluzentes...
Libélulas de todas as cores de asas transparentes...
meu quintal tem fonte que é fervedouro de poesia
onde borboletas se banham,
onde borboletas se banham,
tem beiral onde pardal se aninha...
meu quintal tem varais ao vento...
Tem beija-flor mensageiro que traz recado de uma flor
para outra e conta segredo ...
para outra e conta segredo ...
Meu quintal é assim...
A chuva cai de mansinho para casamento de viúva
e se faz sol,
tem casamento de espanhol...
e se faz sol,
tem casamento de espanhol...
A brisa passa devagarinho, faz dançar o arvoredo...
Meu quintal não tem muro...
tem cercas onde descansam lânguidas trepadeiras...
tem cercas onde descansam lânguidas trepadeiras...
Lá a gente trabalha de consertar ninhos e agasalhar casulos...
Lá a gente ouve plantas e bichinhos e fala com passarinhos...
As trilhas do meu quintal são feitas assim...
de terra e canto...
de passos e compassos de canarinho e bem- te- vi...
de passos e compassos de canarinho e bem- te- vi...
Meu quintal é bem assim.
Linda Lacerda.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Bom dia!
Eu sou é eu mesmo. Diverjo de todo o mundo... Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa. O senhor concedendo, eu digo: para pensar longe, sou cão mestre – o senhor solte em minha frente uma ideia ligeira, e eu rastreio essa por fundo de todos os matos, amém!.
João Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Boa noite!
Ah, e o amor, esse amor!...
João Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Boa tarde!
E com chuva!...
Daqui
Ah, o meu Urucuia, as
águas dele são claras certas. E ainda por ele entramos, subindo légua e meia,
por isso pagamos uma gratificação. Rios bonitos são os que correm para o norte,
e os que vêm do poente – em caminho para se encontrar com o sol. E descemos num
pojo, num ponto sem praia, onde essas altas árvores – a caraíba-de-flor-rôxa,
tão urucuiana. E o folha-larga, o aderno-preto, o pau-de-sangue; o pau-paraíba,
sombroso. O Urucúia, suas abas. E vi
meus Gerais! Aquilo nem era mais mata, era até florestas! Montamos direto, no
Olho-d’Água-das-Outras, andamos, e demos com a primeira vereda – dividindo as
chapadas – : o fla-flo de vento agarrado nos buritis, franzido no gradeal de duas folhas altas; e sassafrazal – como o
da alfazema, um cheiro que refresca; e aguadas que molham sempre. Vento que vem
de toda parte. Dando no meu corpo, aquele ar me falou em gritos de liberdade.
Mas liberdade – aposto – ainda é só alegria de um pobre caminhozinho, no dentro
do ferro de grandes prisões. Tem uma verdade que se carece de aprender, do
encoberto, e que ninguém, não ensina: o beco para a liberdade se fazer. Sou um
homem ignorante. Mas, me diga o senhor: a vida não é uma cousa terrível?
Lenga-lenga. Fomos, fomos...(ROSA, 2006, p. 306).
João Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Bom dia!

...e bom domingo! Com chuva!
Quando a gente dorme, vira de tudo: vira pedras, vira flor. O que sinto, e esforço em dizer ao senhor, repondo minhas lembranças, não consigo; por tanto é que refiro tudo nestas fantasias. Dormi nos ventos. Quando acordei, não cri: tudo o que é bonito é absurdo - Deus estável.
João Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
PANÔS
Passarinhos, galinhas, artes...panôs! E enfeitam!...
Vi aqui!
Naqueles olhos e tanto de Diadorim, o verde mudava sempre, como a água de todos os rios em seus lugares ensombrados. Aquele verde, arenoso, mas tão moço, tinha muita velhice, muita velhice, querendo me contar coisas que a idéia da gente não dá para se entender – e acho que é por isso que a gente morre. De Diadorim ter vindo, e ficar esbarrado ali, esperando meu acordar e me vendo meu dormir, era engraçado, era para se dar feliz risada. Não dei. Nem pude nem quis. Apanhei foi o silêncio dum sentimento, feito um decreto...
(...) E, digo ao senhor como foi que eu gostava de Diadorim: que foi que, em hora nenhuma, vez nenhuma, eu nunca tive vontade de rir dele.
(...) E, digo ao senhor como foi que eu gostava de Diadorim: que foi que, em hora nenhuma, vez nenhuma, eu nunca tive vontade de rir dele.
João Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas
sábado, 31 de janeiro de 2015
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