Mostrando postagens com marcador Gosto disto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gosto disto. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Coisas que eu amo!
Mimos para minha filha!
E não tem o que fazer, não há como
voltar atrás e refazer. Não há como ter outros filhos, construir outra vida.
Não há mais tempo, não para mim. Contudo, não os culpo. Como poderiam
compreender um amor assim, no cotidiano, na crueza, no viés da vida? Seria
preciso detalhar, entrever as atitudes, ler nas entrelinhas a história de um
amor, que embora rude, é sem medidas, sem tamanho... Um amor que fica por aí no
tempo, no espaço, porque ele existe e não tem como voltar para dentro de mim.
Eu me tornei assim como uma tempestade que se forma e a chuva não cai. Como um
rio que corre, mas não murmura. Como o vento que sopra, mas não canta. Como uma
árvore que floresceu deu frutos, mas não dá mais nem sombra. Não tem seiva, não
tem vida.
Lécia
Freitas em Desabafo
Coisas que eu amo!
Acho lindo este tipo de bordado! Em alguns lugares do Brasil, o nome é redendê.
Tenho o gráfico, caso alguém queira.
|
Sempre sei, realmente. Só o que eu quis, todo o tempo, o que eu
pelejei para achar, era uma coisa só - a inteira - cujo significado e
vislumbrado dela eu vejo que sempre tive. A que era: que existe uma receita,
a norma dum caminho certo, estreito, de cada uma pessoa viver - e essa pauta
cada um tem - mas a gente mesmo, no comum, não sabe encontrar; como é que,
sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e saber?
João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas.
|
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Muitas palavras
Coisas que eu amo!
Tenho em mim um sentimento de aldeia e dos primórdios. Eu não caminho para o fim, eu caminho para as origens.
Manoel de Barros
Eu atravesso as coisas – e no meio da travessia não vejo! – só estava era entretido na idéia dos lugares de saída e de chegada. ... Viver nem não é muito perigoso?
João Guimarães Rosa
O silêncio nos assusta por retumbar no espaço vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incômodas e mal resolvidas, ou se enxerga outro ângulo de nós mesmos. (...) No susto que essa idéia provoca, queremos ruído, ruídos. Chegamos em casa e ligamos a televisão antes de largar a bolsa ou a pasta. Não é para assistir a um programa: é pela distração.
Lya Luft
Caminho bem na minha solidão,
porque sei de mim mesmo o que perdi.
Não tenho mais precisão de mentir,
Enfrento cara a cara o desamor
que mal me disfarcei. Não fui capaz
de ser o que sonhei, Fiquei aquém
das palavras ardentes que inventei
para que um dia triunfasse o amor,
Porque não dei com medo de perder,
o diamante mais puro no meu peito,
inútil de fulgor se consumiu.
Thiago de Mello
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Aproveitando retalhos, e coisinhas mais!
Adorei isso aqui,
...e essa,
Porta-recados: com vaquinha,
...e sapo, adoro!
Bolsinhas, porta-moedas...ou o que quiser!
Lindezas, porta-tanta coisa...
E os quadrinhos de chita, cada um mais lindo!
Tem mais. Tudo do Pinterest
sábado, 27 de junho de 2015
Gosto disto!
As preferidas:
Bordado no xadrez
De chita: não pode faltar
De retalho, trabalhada
Cores mais escuras
Com crochê
Uma proposta mais jovial
E aqui, para os dias bem frios, como hoje!
Todas as imagens do Pinterest
Eu estendi a mão para tocar naquele corpo, e
estremeci, retirando as mãos para trás, incendiável: abaixei meus olhos. E a
Mulher estendeu a toalha recobrindo as partes. Mas aqueles olhos eu beijei, e
as faces, a boca ....Eu não sabia por que nome chamar; eu exclamei me doendo: –
Meu amor! (ROSA, 2006, p. 599).
sexta-feira, 15 de maio de 2015
A casa que eu sonhei
Existem casas em
que, a qualquer hora que você chegue, a sala está perfeitamente arrumada, os
jornais dobrados como se nunca tivessem sido tocados por um ser humano, flores
nas jarras. Ah, e os quadros nas paredes nunca estão tortos. Seja de manhã, à tarde,
seja à noite, as donas dessas casas têm sempre o que oferecer: um suco de fruta
fresca, um sorvete, um pedaço de bolo, uns biscoitinhos, um sanduíche — e
com direito a um guardanapinho bordado. Se você aparece na hora do
almoço, é convidada para almoçar, com sobremesa no final, claro; como elas
conseguem?
Danuza Leão
Danuza Leão
Senhor, ajudai-nos a construir a nossa casa
Com janelas de aurora e árvores no quintal -
Árvores que na primavera fiquem cobertas de flores
E ao crepúsculo fiquem cinzentas como a roupa dos pescadores.
-------------------------------------
Passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas. E me encantei
Manoel de Barros
quarta-feira, 13 de maio de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
Coisa mais linda!
Marca-páginas

Ao que, alforriado me achei. Deixei meu corpo
querer Diadorim; minha alma? Eu tinha recordação do cheiro dele. Mesmo no
escuro, assim, eu tinha aquele fino das feições, que eu não podia divulgar, mas
lembrava, referido, na fantasia da ideia. Diadorim – mesmo o bravo guerreiro –
ele era para tanto carinho: minha repentina vontade era beijar aquele perfume
no pescoço: a lá, onde se acabava e remansava a dureza do queixo, do rosto...
Beleza – o que é? E o senhor me jure! Beleza, o formato do rosto de um: e que
para outro pode ser decreto, é, para destino destinar... E eu tinha que gostar
tramadamente assim, de Diadorim, e calar qualquer palavra. Ele fosse uma
mulher, e à-alta e desprezadora que sendo, eu me encorajava: no dizer paixão e
no fazer – pegava, diminuía: ela no meio de meus braços!
João Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas

sábado, 7 de março de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)

















































